No baú pode ter ouro
Pode ter prata
Podem ter cédulas intactas
Podem ter grandes somas
De valores
Podem ter cifrãos de memórias
Podem enormes quantias
De saudade
E uma boa dose de vaidade
Podem ter fotos, vídeos
De como tudo, tudo era lindo
De como tudo, não era nada
E de como o tudo já se foi
Podem ter poeira grudada
Nas folhas daquele velho álbum
Onde a família era reunida
E ainda existia amor
Existia fraternidade
Existia compreensão
Existia o abraço, o carinho
E a atenção.
No baú você encontra
A chave que você escondeu
De todos
Aquela chave que abriria
Sorrisos
Abriria esperança
Abriria paz e perseverança
Bem ali no canto ela estava
Esperando pela sua mão
É ela
A chave que você tanto procurava
A chave do seu coração
No baú estava guardado o adubo
Que fez crescer uma plantinha
que de tão grande
esqueceu de onde veio
ela come, anda e até conversa
se nome ela esqueceu
mas lembra e diz:
“que do adubo não só vive eu”
E continua:
Lembro que tenho um baú
Aliás, todos nós temos um
Tem gente que nem sabe que tem
Lá encontro o tudo que um dia já foi
Encontro o adubo que me constrói
Encontro o eu, em mim mesmo.
Encontro a minha semente
É eu encontro tudo mesmo
Eu encontro a minha mente!
Fico feliz que você voltou a escrever!
ResponderExcluir=]