Sou brasileiro, sou sim!
Com garra , amor e esperança
Com pernas fortes
Com mãos calejadas
Sofridas das lutas
Daquelas bem piores
Daquelas caladas
Silenciosas
Sem apitos,
Sem faixas
Sem bandeiras
Sem tintas nas caras
Sem braços erguidos
Sem gritos dos sofridos
Bem calmo
Bem tranqüilo
Tudo fica como está
Nada, nada sai do lugar
Sou brasileiro, sou sim!
Mas nada, pior
Como não nadar
Afogam-se
Todas as esperanças
Daquele Brasil
Distante..
Cheio, mais cheio de recursos
E continua distante
O crescimento bate a porta
Por favor alguém pode abrir?
Sou brasileiro, sou sim
E do outro lado da porta
Muitos esperam
Do outro lado
Muitos questionam
Do outro lado
Muitos vivem
Com muito requinte
Para não perder a pose
Cruzando as pernas
Sentando-se numa postura
Bem certa, bem ereta
Com olhos bem firmes,
Atentos , mas porém sonolentos
Apagam-se nos momentos
Cruciais, nos bem, mais bem vitais
E vem o outro e diz:
Acorda, levanta!
Faz alguma coisas, já não posso
Com minhas forças
E sentado ele continua
E sentado ele continua.
Sou brasileiro, sou sim!
Sou assim!
Juízo próprio é aquele que tu terás ao ler algum texto,despertando e aflorando pensamentos e idéias.
domingo, 20 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Onde está o seu baú?
No baú pode ter ouro
Pode ter prata
Podem ter cédulas intactas
Podem ter grandes somas
De valores
Podem ter cifrãos de memórias
Podem enormes quantias
De saudade
E uma boa dose de vaidade
Podem ter fotos, vídeos
De como tudo, tudo era lindo
De como tudo, não era nada
E de como o tudo já se foi
Podem ter poeira grudada
Nas folhas daquele velho álbum
Onde a família era reunida
E ainda existia amor
Existia fraternidade
Existia compreensão
Existia o abraço, o carinho
E a atenção.
No baú você encontra
A chave que você escondeu
De todos
Aquela chave que abriria
Sorrisos
Abriria esperança
Abriria paz e perseverança
Bem ali no canto ela estava
Esperando pela sua mão
É ela
A chave que você tanto procurava
A chave do seu coração
No baú estava guardado o adubo
Que fez crescer uma plantinha
que de tão grande
esqueceu de onde veio
ela come, anda e até conversa
se nome ela esqueceu
mas lembra e diz:
“que do adubo não só vive eu”
E continua:
Lembro que tenho um baú
Aliás, todos nós temos um
Tem gente que nem sabe que tem
Lá encontro o tudo que um dia já foi
Encontro o adubo que me constrói
Encontro o eu, em mim mesmo.
Encontro a minha semente
É eu encontro tudo mesmo
Eu encontro a minha mente!
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