segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ah, quantos eus!

Quantas promessas feitas, quantos amores desperdiçados, a ingenuidade do simples acreditar se perde na imensidão do mar de mágoas, acreditar é algo platônico e intocável, algo que tu apenas contemplas, contudo sente que aquilo não é pra ti, desistir digo que não, persistir é muito profundo, esperar é a melhor opção para aqueles que estão cansados, não de ir atrás, mas sim de terem suas crenças, sua fé esquartejadas,assim há tantos que esperam, delimito-me neste enquadramento, neste engarrafamento.

A espera não é um momento individualista, deve-se compartilhar,jogar na pista, sendo este esperar assemelhada a situação de pegar um ônibus, contudo a tua linha, ainda não chegou.

Qual será a minha linha? Qual será a tua linha? Qual será a nossa linha? Todos nós temos que seguir um caminho, uma direção, um rumo,uma projeção será o esperar a melhor opção, não, creio que não. E se o mundo parasse para nos esperar? Não, creio que não,talvez a raiz da maioria dos problemas, senão todos esteja na solução que nós , na visão cubista, de que o mundo é o teu quadrado, ensejamos, embasamos nossos fundamentos em nossa individualidade, argumentos estes encharcados de ego, de meu, de eu, pra eu, pra mim, só eu, sem teu, comigo, mas sem "tigo".
O mundo se torna visa, comercial, mastercard, mercantilista e o todo acaba em nada e o tudo já não mais vigora, o coletivo fora o passado apenas gramatical de um singular solidário.
Demonstrar que o outro deve ser ser protegido, amparado é ver que naquele ônibus, naquela linha que todos são, são todos nós, não meu, não teu, o outro deve ser seu , o tigo deve estar com, não seja egoísta, altista, intimista, seja sem vergonha, seja aquele que que deseja ser,pense, faça, o outro um dia pode ser você.

Autor: Ingrid Costa – Direitos Autorais Protegidos.

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